A artista Leida Nogueira



Com 12 anos de idade, eu tive meu primeiro contato com o desenho figurativo.  Mas a paixão pelo desenho já iniciara bem antes disso.

O que me encantou foi a magia de transformar os meus esboços em desenhos  mais realistas dando forma e volume no papel através do sombreamento.


Quando eu descobri o desenho acadêmico e suas técnicas, eu percebi que eu seria capaz de representar  igual ou bem próximo da realidade.

Por alguns anos me preocupei em fazer uma cópia perfeita dos rostos que desenhava, mas os desenhos ficavam sem expressão, ou seja, por mais que eu fizesse tudo dentro das regras, parecia que faltava mais alguma coisa. Após me dedicar diariamente a estudar luz e sombra, eu consegui, aos poucos captar a expressão na face de cada rosto que desenhava.


A mudança da maneira de desenhar e da forma de observar o que eu desenhava mudou  alguns anos depois, quando iniciei meus estudos seriamente com os mestres dos livros de desenhos realistas, e mais posteriormente, com outros livros de outros mestres em ilustração, quadrinhos, animação e pintura digital. 



Aprendi a observar com os desenhos deles, os esboços, tentando expressar da mesma maneira que eles expressavam em seus desenhos e suas pinturas, até iniciar minhas próprias criações e estilo. De alguma forma, senti que ainda havia muito a aprender e melhorar. E também, observava desenhistas em praças públicas e feiras, como eles iniciavam seus risco, como sombreavam, e novamente dedicava horas treinando o que havia memorizado, cada movimento, risco, esfumado, pinceladas desses artistas veteranos.

Daí em diante, uma das minhas primeiras aprendizagens significativas é que descobri dois tipos de artistas: os que apenas expressam tudo que reproduzem e aqueles que se expressão no que reproduzem. Eu acho que me identifico com o segundo grupo de artistas, pois eu não gosto de seguir padrões, quero deixar a arte fluir, sem me preocupar com a precisão de um desenho realista, mas sim, com a expressão que pode ser ilustrada nos meus desenhos ou pinturas, pois vi, que foi através da minha habilidade para artes visuais,  que encontrei a maneira mais incrível de me expressar e me comunicar com o mundo, já que nunca fui muito boa em me expressar com palavras.

Acho que ainda tenho que melhorar mais, expressar mais sentimentos em cada rosto ou ilustração que eu desenhar ou pintar, sendo realista ou não, fazer com que minha arte torne-se uma inspiração para artistas iniciantes ou apenas admiradores.



Muito obrigada a todos que apreciam minha arte.


Leida Nogueira